Turismo Ecológico

MANGUE DO PIRAGÜYRA

Este espaço de mangue tem uma área aproximada de 278 ha (2.780.000m2) sendo que, aproximadamente 30% de sua área situa-se dentro da área urbana expandindo-se até os limites da zona de expansão urbana do município. Estas áreas estão localizadas na margem direita do Rio Itanhaém abrangendo  o sopé do Morro do Piraguyra até a confluência deste rio com o rio Volta Deixada (Braço Mandipaúba) e, parte do perímetro interno da Ilha Curitiba, formada pelo Volta Deixada. No geral, este mangue está em bom estado de preservação, apresentando vegetação alta, com bons níveis de capacidade reprodutiva e fauna específica em expansão. Este manguezal encontra-se ligeiramente comprometido nas suas bordas marginais, dentro da cidade, onde limita com restinga ocupada antropicamente há muitos anos mas, verifica-se a ocorrência de processos de recuperação acentuada nas áreas de transição. Na margem direita do Rio Itanhaém o mangue é cortado e drenado pela Rodovia Padre Manuel da Nóbrega mantendo-se, no entanto, em semelhante estado de preservação em ambas porções.


 

MORRO DO SAPUCAITAVA

O Morro do Sapucaitava foi declarado de utilidade pública em 15 de março de 1962 e mantém-se em boas condições de preservabilidade, sendo um dos passeios tradicionais da cultura itanhaense. Este ambiente abrange a Pedra do Carioca, na boca da barra do Rio Itanhaém, aberta ao mar e a Ilha das Cabras (Givura), defronte à Prainha (Praia dos Pescadores). A Ilha das Cabras é um prolongamento continental situado entre a Praia dos Pescadores e a Praia dos Sonhos, formada por rochas em toda a sua volta, com vegetação que media entre o topo e o sopé, composta por flora natural da Mata Atlântica adaptada ao ar marítimo e o crescimento entre as rochas. A Pedra do Carioca ou Itaqüanduva, constitui-se em formação rochosa aparente em maré baixa.


RESTINGA 

As Matas de Restinga do vale dos Rios Preto e Branco ainda se mantêm preservadas constituindo-se em importante maciço vegetal contínuo. No município de Itanhaém, este ambiente está sendo progressivamente degradado pelo avanço das fronteiras de expansão urbana e, principalmente, pelas freqüentes invasões de áreas resultantes do permanente fluxo de posseiros oriundos de outros pontos do nosso país.

A maior área de expansão agrícola situa-se no vale do Rios Mambu e Branco, a Noroeste do município, onde se estabeleceram fazendas de bananicultura, no auge da sua expansão (1940/50). Atualmente, esta cultura está em franco declínio, os bananais sendo abandonados em sua maioria e a mata tomando conta das áreas antes agrícolas, incrementada pela migração do campo para as cidades. Este fator, entre outros, vem reforçando ainda mais o potencial turístico de Itanhaém, possibilitando a preservação dos ambientes.


MATA ATLÂNTICA 

Na porção do parque situada entre as cotas 50 e 100 a mata está em bom estado de preservação apresentando potencial ecoturístico ilimitado. Nestas encostas são visíveis e acessíveis lindas e imponentes cachoeiras como a “Santa Teresa”, constituída por um véu com cerca de 80 metros de queda, a cachoeira “Ribeirão” no alto do rio Caepupu, com seus 100 metros de queda livre,  a do “Mambu”, do “Itariru”, do “Taquaru”, a do rio da Palha, e muitas mais. Só na encosta Noroeste da Serra, são conhecidas mais de 20 cachoeiras importantes e corredeiras. O detalhamento da região requer de um amplo diagnóstico de campo para mapeamento de todos os acidentes naturais interessantes. No entanto, a população de Itanhaém, acostumada a longos passeios através de suas matas, conhece bem os meandros deste maravilhoso ambiente e suas riquezas naturais.


ALDEIA INDÍGENA

A Aldeia Indígena está inserida no Parque Estadual da Serra do Mar e foi demarcada em 15 de Abril de 1987, pelo CIMI-Conselho Indigenista Missionário, numa área total de 2.856 ha. Atualmente na reserva residem  70 indivíduos, sendo que na data da demarcação a população atingia 120 indígenas. Esta aldeia subsiste do extrativismo e artesanato na área demarcada. Atualmente, os indígenas mantêm também roçados de mandioca, banana, milho e feijão.


MORRO DO PARANAMBUCO

O Morro do Paranambuco ( ou Pernambuco ) é a última elevação dos costões entre Praia dos Pescadores e Cibratel. Após isso, somente os maciços da Juréia localizados no município de Peruíbe. O morro enfrentou um processo de debastação que o descaracterizou, mas conserva ainda a Pedra da Esfinge, conjunto de rochas que se encontravam cobertas pela terra do cume.

O Morro do Paranambuco localiza-se logo após a Praia dos Sonhos. Uma pequena enseada no sopé do morro formada por rochas de grande e médio porte, é denominada Pocinho de Anchieta, que, segundo a lenda, foi construído pelos índios sob orientação dos jesuítas para aprisionamento de peixes durante as altas das marés.


PEDRAS DA ESFINGE

A pedra da Esfinge é um pequeno conjunto geológico que hoje está exposto devido ao desbastamento do Morro de Paranambuco. Trata-se de formações rochosas que vista de longe assemelha-se à figura da Esfinge egípcia.

O Morro de Paranambuco localiza-se logo após o costão rochoso da Praia dos Sonhos, formando uma pequena enseada denominada Praia da Gruta.

 


PEDRA DO CARIOCA (OU ITAQUANDUVA)

 

 

Carioca era um valente pescador de alto-mar. Intrépido, certo dia, impossibilitado devido à correnteza provocada pelas águas do rio Itanhaém, que bramiam em dia de ressaca, o corajoso timoneiro com seu barco quase que totalmente desgovernado sob a vontade das correntes e acossado pelas altas ondas, atreveu-se a adentrar a barra do rio pelo lado do morro do Piragüyra. Os acompanhantes levaram as mãos 'a cabeça, pois sabiam da existência de altas pedras. Tendo que tomar uma súbita decisão, e para não por em risco a vida dos acompanhantes e a sua, Carioca atreveu-se a levar o barco por um pequeno canal entre as pedras, conseguindo atingir o rio Itanhaém sem ter de passar pela perigosa "barra". Desde então, o local, que antigamente era conhecido por "Itaqüanduva", passou a ser conhecido como 'pedra do Carioca'.


POCINHO DE ANCHIETA

Pedras do Pocinho do Anchieta

Trata-se de um grande círculo de pedras, onde, (conta a lenda), os índios aprisionavam os peixes na época do inverno, tornando-se mais fácil a captura. Reza também a lenda que a sua construção teve orientação do beato José de Anchieta aos índios tupiniquins.

Esta foto abaixo tirada em 1917 nos dá a idéia do que era o Pocinho do Anchieta. O acúmulo das areias emanadas pelo rio e desbastamento do morro de Paranambuco, esconderam grande parte deste monumento natural.

Pocinho de Anchieta


 FAZENDA BARGIERI

Fazenda Bargieri

ceu-azul@uol.com.br

Estrada Gentil Peres
Telefone 13 - 3422.2285

Visitação, Passeios por trilhas ecológicas, Pesca, Chalés. Pesque-Pague - É a mais nova atração de pesca da região, com grande exemplares de tilápia, tambaqui, pacu. Os rios também oferecem o prazer da aventura, pescaria em barcos. A Fazenda possui todo o conforto necessário a uma boa hospedagem, refeição, descanso e lazer. É possível conhecer a fauna e a flora local, pertencente à Mata Atlântica, com monitores.

Ótima opção de lazer e aventura ecológica. Visitação nos galpões de criação de caprinos e ovinos, com exemplares premiados em exposições. Há também exemplares de carneiros da raça Santa Inês. Veja também a criação de búfalos, javalis, aves ornamentais como faisões e pavões. A fazenda também permite visitação ao projeto de piscicultura com 30 tanques de 600 a 3500 m2, com laboratório para a produção de 200.000 alevinos.


MORRO DO SAPUCAITAVA

sapucaitava

No Morro do Sapucaitava pode-se realizar passeios para reconhecimento da flora de Mata Atlântica sob direta influência marítima e sua fauna associada, abrangendo a comunidade estudantil de todas as idades.

Por ser esta uma área de fácil acesso e quase isenta dos riscos naturais, as visitas ao local são apropriadas às crianças. O local possibilitou a construção de mirantes rústicos para apreciação das praias formadoras do conjunto litorâneo itanhaense e trilha ecológica.

O Morro do Sapucaitava foi declarado de utilidade pública em 15 de março de 1962 e mantém-se em boas condições de preservabilidade, sendo um dos passeios tradicionais da cultura itanhaense.

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Este ambiente abrange a Pedra do Carioca, na boca da barra do rio Itanhaém, e a Ilha das Cabras (Givura), defronte à Praia dos Pescadores, ligada ao continente na maré vazante. A Pedra da Carioca constitui-se de formação rochosa, onde inicia-se o Costão Rochoso de Itanhaém. O Costão Rochoso, que no seu conjunto abrange cerca de 2 km de extensão, entremeado pelas praias dos Sonhos e Praia dos Pescadores. Neste ambiente surge com importância a observação da fauna e flora características de costão, podendo ser utilizados em pesquisas e visitas monitoradas com o objetivo de Ecoturismo e Educação Ambiental.

O município de Itanhaém, possuindo 597,4 km2. de território, dispõe em sua maior parte de áreas preservadas, em Unidades de Conservação – Parque Estadual da Serra do Mar – ou de preservação permanente. Nesta significativa porção, são encontrados diversos ambientes de Mata Atlântica, nas planícies de restingas, nos mangues, nas praias (jundú e costão rochoso), rios (mata ciliar) e ilhas, sendo um imenso potencial natural para a expansão do Ecoturismo como atividade econômica.Na zona urbana municipal há pontos de interesse onde se aliam o ecoturismo e o turismo histórico e cultural, sendo estes os morros à beira-mar, o costão rochoso, algumas áreas de mangue e as Fazendas São Luiz, Caepupu, Itariru e Ararau.

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Este morro apresenta todas as características necessárias para inserir o visitante no ecoturismo urbano, já sendo local amplamente freqüentado, de fácil acesso a crianças e idosos, e detentor de exuberante mata onde se pode visualizar alguns dos mais interessantes componentes florísticos da Mata Atlântica. O morro já dispõe de trilhas que levam a pontos históricos, como a Pedra da Espia, e locais de contemplação e relaxamento, permitindo uma ampla visão da cidade e suas praias. Assim, o visitante é inserido na paisagem – além de histórica, natural -, integrando-se com o passado do município e do Brasil.

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LEVANTAMENTO ZOOBOTÂNICO
O Morro do Sapucaitava apresenta vegetação característica de Mata Atlântica diferenciada de áreas interiores pela influência dos ventos marinhos e dos salpicos de água salgada. Ao centro do morro, a Mata Atlântica secundária em estágio inicial e médio de recuperação. Em todo o seu entorno, há predominância de espécies pioneiras. Algumas espécies botânicas formam maciços ao longo da trilha como o caeté e a pita, possibilitando facilmente o reconhecimento destes exemplares.A avifauna é dominante, havendo uma comunidade de Sarcoranpus sp (Urubu) instalada, utilizando o citado morro como local de descanso e de nidificação. Outras espécies facilmente observáveis são Pitangus sp (Bem-te-Ví), Troglodites sp (Corruíra), Columbus sp (Pomba comum, pomba-rola), dentre outros.

INFRAESTRUTURA
A Trilha Ecológica do Morro do Sapucaitava oferece um quiosque de informações turísticas. Em todo o percurso, há sinalização apropriada, padronizada, indicando o caminho aos visitantes. Duração do Percurso: 30 Minutos - Nível de Dificuldade: Fácil

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Uma História no Sapucaitava

Na década de 40, durante a Segunda Guerra Mundial, alguns moradores de Itanhaém garantiram ter visto uma chata para transporte de bananas, descendo o rio Itanhaém, entrando no mar logo em seguida pela barra, carregado de tambores de óleo diesel. Dizem as pessoas mais antigas da cidade, que teria então emergido um submarino alemão para recolher o combustível.

A história nunca foi comprovada, mas deixou para o Morro do Sapucaitava dois destacamentos do Exército Brasileiro, num total de 120 homens. os soldados permaneceram por um ano e quatro meses patrulhando a área e pesquisando sobre um possível posto alemão instalado na costa paulista.

O fato marcou um dos locais do morro como "Pedra do Espia", local onde os homens do Exército, munidos de binóculos, passavam o dia todo "espiando" o mar, na esperança de avistar algum submarino.

Para aguçar ainda mais a imaginação dos itanhaenses, conta o sr. Paniquar, que fato comprovado é que em Iguape, no ano de 1943, um submarino alemão U-513, comandado por Friederich Gruggenberger, torpedeou o navio brasileiro Tutóia, do Lloyd Brasileiro. O cargueiro brasileiro transportava café de Paranaguá a Santos, com uma tripulação de 37 homens.

Mas  o U-513 comandado por Friederich Gruggenberger não era o único, estava em companhia de um outro submarino alemão, o U-199. Os dois foram responsáveis pelo afundamento de dois cargueiros americanos e um sueco, durante o cerco da Alemanha nazista ao Atlântico Sul. A operação procurava evitar que embarcações levassem os pracinhas brasileiros para o front, na Europa.

Na época, o sr. Francisco Paniquar era 3o. Sargento do Exército Brasileiro e veio comandar o primeiro destacamento do 4o. Batalhão de Caçadores de São Paulo, no sentido de procurar e expulsar japoneses e nazistas. Paniquar ainda arremata: "Se eles quisessem embarcar combustível eles podiam, porque nós só tínhamos armamentos obsoletos e alguns binóculos".

Mas, animado com as bem sucedidas atuações, Friederich Gruggenberger recebeu mensagens de rádio contatadas pelas bases de escuta brasileiras quando navegava pela costa de Santa Catarina, sendo então atacado e posto a pique por um avião Mariner americano, em 9 de julho de 1943. Dos 53 tripulantes do U-513, só sobreviveram 7. Paniquar nunca mais voltou a morar em São Paulo, morando definitivamente em Itanhaém, tornando-se responsável pela montagem da primeira casa telefônica da cidade, a CTI-Companhia Telefônica de Itanhaém.


MORRO DO PIRAGUYRA

O Morro do Piragüyra está situado a poucos metros da praia, sendo formado por dois maciços, tendo sua parte mais alta a 72 metros do nível do mar. A primeira elevação limita-se com a Praia dos Sonhos, com fauna e flora característica sob a influência direta do ar marinho. A densa vegetação compõe um belíssimo parque natural.

O morro foi tombado pelo IPHAN/CONDEPHAT, mas antes de seu tombamento o local havia sido loteado, com muitas construções que descaracterizaram sua paisagem natural, mais intensamente em seu lado su-sudeste onde um prolongamento de um dos maciços quase chega a atingir a orla da Praia dos Sonhos.

Neste local foram erguidas residências, casas comerciais, em uma época que a urbanização, embora definida pelo loteamento, não poupou o visual da Praia dos Sonhos, que ora se encontra com sua orla totalmente isenta de vegetação natural, a não ser pelas poucas árvores plantadas no passeio. As construções foram erguidas por cima de pedras, o que descaracterizou ainda mais, devendo outrora, ser um belíssimo panorama.

Na depressão resultante da interseção dos maciços há uma área destinada à instalação de antenas de telecomunicações, justamente por ser este o local mais elevado da zona urbana do município. Para se chegar a este local há ruas de grande aclive e declive, algumas apresentando curvas estreitas e fechadas. À-pé, trata-se de um belíssimo passeio, e embora as ruas que inutilmente tentam manter a pavimentação é atingida pela erosão de águas pluviais, o que interfere no acesso ao local. Embora a presença de residências possam conter um pouco o panorama, há locais em que se pode apreciar belíssimos pontos da cidade.

No lado noroeste, limitando-se com o mangue do Piragüyra, entremeando sopé/cume, há a avenida de acesso ao bairro do Belas Artes, construída recentemente para desafogar o trânsito pela Praia dos Sonhos.

Apesar da presença de construções irregulares, o mangue do Piragüyra sofre menos a influência do ar marinho por situar-se a Sotavento, podendo ser observada uma maior diversidade zoobotânica.

Na face leste tem-se uma visão panorâmica de quase todo o município e a face oeste encontra-se totalmente desabitada pela dificuldade de construções na encosta, bem como deve-se notar a existência da lei de tombamento pelos órgãos públicos federais referente ao morro.

A exuberante flora que ora encontramos possui grande poder de recuperação, tendo visto que o Morro do Piragüyra esteve com sua vegetação comprometida por dois incêndios que destruíram boa parte de sua vegetação de encosta.

O Morro do Piragüyra já possui uma trilha precária, aberta por populares, que com o tempo foi tomando forma e apesar de toda a falta de infra-estrutura até então, torna-se um dos locais ecológicos urbanos mais belos do município, e de suma importância na geografia da região, pois, em todo o prolongamento praiano desde a cidade de Praia Grande até a cidade de Peruíbe, o único relevo acidentado dá-se no município de Itanhaém, através de um conjunto formado pelos morros do Sapucaitava ou Itaqüanduva, Itaguaçu, Piragüyra e Paranambuco. Após essas elevações, encontramos apenas outros maciços no município de Peruíbe, quando se inicia a Reserva Ecológica Juréia-Itatins.