Turismo Fluvial

O RIO ITANHAÉM

ESTUÁRIO DO RIO ITANHAÉM

 

O ecossistema estuarino, que abrange todo o ambiente alimentado pelas águas salobras do encontro do rio com o mar e o manguezal situado nas suas margens, é considerado, como berçário de animais marinhos pela sua alta produção de plâncton (microalgas e pequenos organismos animais), que é a base da cadeia alimentar marinha. No município de Itanhaém, cujo território é de 599,017km2, encontra-se mais de 300km2 de Mata Atlântica preservada, entre florestas da Serra do Mar, Mata de Restinga e Manguezais. A maior parte destas florestas encontram-se inseridas no Parque Estadual da Serra do Mar. Dos restantes 299,00km2, cerca de 160km2 pertencem às áreas urbana e de expansão urbana onde existem vestígios de restinga e áreas de mangue significativas e nos 120km2 inseridos no vale dos Rios Preto e Branco, encontram-se áreas contínuas de restinga e mata em bom estado de continuidade e preservação.

 

Desta confluência de riquezas resultou o Estuário do Rio Itanhaém, berço do potencial pesqueiro regional. Nestas áreas estão contidos representantes dos principais ecossistemas litorâneos (Mangue, Restinga, Costão e Mata Atlântica) sendo que, nesta porção, os citados ambientes ainda se mantêm em bom estado de preservação, praticamente isentos de influências antrópicas degradadoras. Os morros de beira-mar, são densamente cobertos por Mata Atlântica com espécimes adaptadas à influência dos ventos predominantes e à alta salinidade.

 

 


O Rio Itanhaém é formado pela junção dos rios Preto, Branco, Aguapeú e muitos afluentes. As principais paisagens naturais que avistamos são os manguezais. As plantas do mangue, para poderem crescer num solo como esse, tiveram que passar por profundas adaptações; as raízes afundadas no lodo pobre em oxigênio, lançam ramos de volta à superfície para poderem respirar; outras plantas desenvolveram glândulas especiais na base das folhas para eliminar o excesso de sal. As águas remansosas e tépidas do mangue são ricas em compostos orgânicos que alimentam seres microscópicos: o Plâncton.

Os manguezais são verdadeiros berçários do mar, garantindo alimentação abundante e variada à todas as espécies marinhas que ali vão depositar seus ovos. 

Durante a maré baixa, podemos observar nas barrancas, os caranguejos, além das ostras fixadas às raízes das árvores. Os terrenos que vão se tornando mais altos, sofrem menos a ação das águas salobras e já suportam muitas espécies diferentes de vegetais. O solo é pobre em quase toda a planície litorânea que há cerca de cinco mil anos atrás, estava encoberta pelo mar.


Passeios de barco até o Bairro do Rio Acima

Empresa de Turismo Rio Branco Ltda
Av. Pedro de Toledo, 225 - Centro
Fone 13 - 3426.2126

O passeio de barco  tem a duração de aproximadamente 2 horas, com parada de meia hora no Country Club, onde desfruta-se de uma pequena praia fluvial, lanchonete e quiosque. Saídas do trapiche da Alameda Emídio de Souza, de Terça-feira à Domingo em dois horários: às 9:30 e 15:30 horas. Horários e preços especiais para grupos. A operadora possui duas embarcações: Freijo (25 passageiros) e Rio Branco XVI (50 passageiros).

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Country Club

Marina do Satélite
Rua das Andorinhas, 195 - Baixio - Fone 13 - 3422.1825

Operadora do turismo náutico, também com saídas para alto-mar. Os contatos poderão ser feitos na Marina
, ou por telefone.


ILHA DO BAIRRO DO RIO ACIMA

       

A Ilha do Bairro do Rio Acima nem sempre foi uma ilha. Durante a época do auge das plantações de bananas, muitos agricultores moravam nesse braço de terra; abriu-se assim uma "vala" onde a chata pudesse embarcar sem ter de dar a volta por esse braço de terra. Com o tempo, a força do rio aumentou o tamanho dessa obra humana, transformando o local em uma ilha. Na ilha, há quiosques e acessa-se o local de barco, ou até o Jardim Coronel de carro, rumo à ilha. Do outro lado do rio, pode-se telefonar ou "chamar" alguém da ilha que prontamente vem buscar o visitante. O local também é o encontro de águas dos rios Itanhaém e Preto.