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Turismo
Histórico
CONVENTO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
No início de seu povoamento, em 1532, seus primeiros
habitantes edificaram no alto deste monte, uma pequena ermida de
"barro" tendo sua padroeira tida como milagrosa e
venerada, desde cedo, pelos romeiros que para lá afluíam vindos de
vários pontos da Capitania.
O monte onde nascera o povoado, embora um pouco elevado e
de pequena dimensão, está de tal sorte situado que nos permite
perceber a escolha de um sítio de certo modo privilegiado, pois
dele pode-se tanto avistar com facilidade qualquer ameaça vinda por
mar, como servir de abrigo a seus moradores para uma razoável
defesa deste que era, inicialmente, um dos pontos mais afastados da
colonização portuguesa na América.
"Junto à vila de Itanhaém, ergue-se um monte de
regular altura, em que está edificado o Santuário de Nossa Senhora
da Conceição. Na época em que se erguia a ermida, talvez tivesse
sido ali levantada para receber a imagem de Nossa Senhora. Serviu
longos anos de matriz e por isso existia a seu lado uma casa para o
vigário, assim continuando até 1639, quando se iniciou a construção
do novo templo paroquial, com o título de Sant’ana, para o qual
passou desde logo a pia batismal."
A ermida de Conceição sofreu obras em 1639, sem podermos
especificar em que consistiam, e no dia 16 de janeiro desse ano
chegou a Santos o Custódio dos Franciscanos para encaminhar a fundação
do Convento, sendo procurado pelos habitantes de Itanhaém. Nessa época,
a paróquia já funcionava na parte de baixo da cidade. A fundação
foi confirmada por Alvará de 23 de fevereiro de 1654. Nas visitas
que Frei Miguel fazia aos Conventos do Sul da Província, tomou a
decisão de empreender uma nova construção. O cimo do morro não
é muito. Faz-se nele a igreja com o frontispício para nordeste.
Colocaram-se na igreja três altares, todos eles de talha. Um dos
altares laterais é de São Francisco, cuja imagem de barro queimado
tem a cabeça desproporcionadamente grande e outro tem a imagem de
Santo Antônio, da mesma matéria e de sofrível execução. Os retábulos
dos alteares laterais, outrora dourados, estão hoje sobrepintados.
Como especialidade, pois não há em nenhuma outra igreja antiga,
franciscana, nota-se o frontispício do acro cruzeiro, todo forrado
com azulejos e com a imagem da Conceição no centro. A qualidade
dos azulejos, com seus arabescos pintados à-mão, demonstra bem sua
antigüidade.
A pequena casa, feita de barro, construída ou apenas
adaptada, com quatro ou cinco celas, conservou-se sem modificação
durante 45 anos. O Convento foi construído não quadrangular, mas
com dois lances apenas e isto por causa da rampa de acesso. O
principal lanço acompanha a igreja e a sacristia, lado da Epístola,
em toda a sua extensão; tem portanto, 34 metros de comprimento. O
seu pavimento térreo, que é apenas uma varanda, fica todo abaixo
do nível do piso da igreja, na encosta do morro. A parede de fora
descansa sobre sete arcos com singelos capitéis, correspondendo
tudo a uma quadra dos claustros nos outros Conventos. Os dois
pavimentos superiores, dos quais o de baixo está ao nível do piso
da igreja divididos em celas, eram os dormitórios principais.
Ao lado direito do lanço descrito, fazendo face com a
frente da igreja, fica anexo outro edifício com pavimento térreo e
um só superior. Este está ao nível do piso do primeiro andar do
lanço principal, com o qual comunica por meio de um arco. Aquele
corresponde à varanda do lanço principal e nele estava instalado o
refeitório e cozinha. Em cima havia celas e sala e existem vestígios
de um oratório na parede. O seu pavimento térreo, em parte cavado
dentro do morro, está ao nível dos outros e nele funcionava o capítulo
conventual. O primeiro andar, que de fora parece o térreo, é acessível
do adro da igreja: era a portaria. No segundo andar havia uma sala,
talvez biblioteca.
Com a extinção da Capitania de Itanhaém, que passou de
novo para a Capitania de São Vicente, e com o êxodo da maior parte
dos seus habitantes para o interior, atraídos pela fama das
descobertas de minas de ouro e de pedras preciosas, os frades
existentes também sentiram a decadência, escassez da renda do
Convento, que os levou a irem, por sua vez, saindo para outros
lugares onde pudessem ser melhor amparados.
O esforço da construção da igreja e convento pela
Ordem dos Franciscanos em Itanhaém, não correspondia, todavia, à
situação vivida por seus habitantes, decadente e empobrecida,
sustentada por atividades meramente de subsistência. O que levou a
alguns que a considerassem, já naquela época, obra "mal
empregada em tal terra". Tal situação só tende a agravar-se
dessa época em diante. Além da pobreza da terra, não tinham os
frades, terras além do monte e parte dos terrenos adjacentes. Em
conseqüência, o convento sempre manteve ali reduzido número de
religiosos.
Dada a situação silenciosa e solitária do Convento,
julgou-se, em 1729, que era ele apropriado para ser casa de
noviciado e, como tal, chegou a funcionar por dezesseis anos. O número
total de noviços desde 1729 a 1744, foi de 10 clérigos todos
brasileiros e de um Irmão Leigo português. Determinou o Definitório
da Ordem, no Rio de Janeiro, que a partir de então, somente o
convento de Macau, no Rio de Janeiro, receberia noviços, visto que
não convinha sobrecarregar uma casa que sempre vivia em muito
modestas condições.
A situação do Convento de Itanhaém se agrava ainda mais
desde as últimas décadas do século XVIII, como de resto para
todas as demais ordens religiosas estabelecidas no Brasil. São inúmeras
as queixas e relatos de perseguições submetidas todas as
"Religiões" na época de Pombal. Segue-se-lhes, após a
Independência, um período ainda mais difícil, com a decisão do
Império de proibir a formação de novos religiosos e impedir o
ingresso do estrangeiro. As ordens religiosas apenas, e muito
precariamente, sobrevivem. A Província Franciscana, no dizer de
Frei Basílio Rower, agoniza e morre. A restauração só viria a
ocorrer com a República, em 1901. Em 1832, tem-se notícias das
dificuldades enfrentadas pela população para conservação do
Convento, tendo um guardião para administrar os serviços internos
e externos da comunidade que mantinha exclusivamente de esmolas
arrecadadas, mensalmente, do povo em geral que constituía não só
em dinheiro como de gêneros alimentícios, até gado bovino e
escravos eram dados ao Convento.
Em 22 de março de 1833, um incêndio destruiu grande parte
do Convento. Um frei solitário, frei Santa Perpétua, que além das
obrigações sacerdotais, exercia o cargo de professor particular (
não havia escola pública nessa época), lecionando do meio dia em
diante, tanto a menores como a adultos, percebendo uma gratificação
mensal pago pelos pais dos alunos. Isto porém, não podia
satisfazer a vida atribulada do frade que, idoso e doentio,
julgava-se desprezado ou esquecido pelos seus superiores, e
portanto, condenado a morrer naquele soturno Mosteiro, antes cheio
de vida. Costumava o frade, nos sábados, depois da aula, mandar os
alunos adultos das seis às sete horas da noite, afugentar os
morcegos e suindaras que infestavam a sala do trono e a capela-mor,
utilizando eles de varas, talos verdes e folhas de bananeira e
ramos. Seguindo os costumes, o frade mandou os alunos procederem a
faxina, dando caça aos morcegos, porém, desta vez usou
propositadamente ou não, de outro imprudente processo: durante a
aula, ele havia mandado, pelos escravos, fazer diversos
"archotes" com folhas secas de bananeiras, amarradas nas
varas e assim acesos, os alunos, inconscientemente, atalavam os
lugares escuros, desde a sala do trono até a capela-mor, onde se
ocultavam os intrusos animais. É preciso notar que o madeirame
empregado nas construções dos forros, trono e assoalhos, há mais
de um século se achavam ressecadas e carcomidas pelo cupim, com
frestas, podridões e outras falhas onde o fogo dos archotes ou
tochas, encontrassem combustíveis para propagar-se. Depois de
terminada a "caçada", os escravos procederam a limpeza
habitual, porém não a fizeram com a exigida atenção, nos pontos
referidos e isso, com a imprudência do autor, foi a origem da catástrofe
que destruiu o primeiro templo construído no Brasil sob a invocação
da Virgem da Conceição. Eram pouco mais de dez horas da noite, já
tinha batido o sino da Matriz o toque de silêncio, quando as
pessoas foram surpreendidas com o fogo no alto do morro. Assim,
transportaram para a Igreja Matriz de Sant’ana os paramentos,
imagens, etc.
Durante esse tempo, entre as críticas feitas pela população
aos franciscanos, encontra-se a de "que parecem empenhados à
porfia para sua aniquilação, um vendendo os melhores utensílios,
outros consumindo as ricas jóias que serviam de ornatos à Imagem
de Nossa Senhora da Conceição, nenhum cuidado dos reparos do edifício,
e todos não fazendo residência". Assim, é pedido o confisco
dos bens, inclusive do edifício, temendo-se que grande parte dos
bens tenham sido escondidos por Frei João de S.Aleixo.
Seguem-se-lhes outros religiosos até o ano de 1844, todos com
recomendações de reconstruir o Convento, porém nada conseguiram
realizar.
A partir de então, configura-se, em definitivo, o seu
abandono. Diz um documento datado de 1 de abril de 1855 que o
conjunto das edificações franciscanas "no estado atual nada
serve, salvo o corpo da Igreja, que sendo obra ainda nova, mas
bastante arruinada, serve como de Cemitério à pobreza do Município".
Embora assim se dando, os enterramentos no Corpo da Igreja não se
confundiam com outros mais antigos, de religiosos franciscanos.
O estado de abandono parece ter perdurado até cerca de
1865, quando consta que edifícios retornaram às mãos da Irmandade
Nossa Senhora da Conceição, recém constituída (1860), tendo então
com a ajuda do povo e contribuições que vieram de São Paulo,
restaurado a igreja (mas somente a igreja) e recolocado as imagens,
que haviam sido transladadas para a Matriz de Sant’ana, nos seus
respectivos altares, obras essas que teriam motivado a retomada de
entendimentos entre vigário e Irmandade com os franciscanos, no
sentido de restituir-lhes o Convento, caso voltasse.
Tendo ou não sido, nessa ocasião, restituída à Ordem
Franciscana, o certo é que foi com o seu consentimento que o
Arcebispo de São Paulo recebeu a posse do Convento em 1916.Em 1921,
Washington Luís, amante da história do Brasil e Presidente do
Estado de São Paulo, resolveu proceder uma restauração parcial,
renovando o madeiramento do telhado e o assoalho.Com a criação da
Diocese de Santos, passa o Convento para essa jurisdição.
Exatamente nesta ocasião, ou talvez em momento pouco anterior a
esta intervenção, Mário de Andrade realiza uma viagem a Itanhaém
e irrita-se ao deparar a cidade com muitos banhistas em gozo de férias.
No tempo do Superior Frei Venâncio foram achadas diversas
imagens pertencentes ao Convento. Soube-se que um dos vigários
tinha enterrado há muito tempo diversas imagens do Convento, logo
atrás da Igreja Matriz de Sant’Anna. A busca teve êxito e quatro
dessas imagens ainda são conservadas no Convento. Já em 1948
grande parte do telhado e do forro ruiu por um raio, destruindo
completamente a torre.
O monumento histórico, a partir de 1952, foi objeto de
restauração, executada então pelo órgão de preservação
federal, tendo-se porém optado por conservar parte dos edifícios
conventuais arruinados, exatamente aquela que Frei Rodrigo dos Anjos
tentou realizar em 1733.
Existiam (como existem ainda hoje), dificuldades muito sérias
a vencer no sentido de se chegar a uma definição quanto à
reconstituição dessas ruínas, já tornadas - elas próprias -
históricas. A partir do fado do monumento ter sido parcialmente
incendiado e ficado abandonado por longo período, e de certo modo
submetido a dilapidações, tenham sido elas ou não autorizadas ou
provenientes de novos arruinamentos do acaso, também sofreu
possivelmente duas intervenções (1865 e 1921), das quais somente a
última tem-se como certa.
As obras de restauração iniciadas em 1952, previam também
a reconstituição da ala conventual (ruínas da residência),
incendiada no início do século XIX, conforme pode-se verificar dos
estudos então efetuados. Dessa época até os dias de hoje, exigiu
de tempos a tempos, obras de conservação.
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IGREJA MATRIZ DE SANT'ANNA
No início do povoamento em Conceição de Itanhaém, 1532,
seus habitantes edificaram no alto do morro de Itaguaçu, onde está
hoje o Convento, uma pequena ermida de "barro" (como se
referiam na época das edificações construídas à base de taipa
de pilão), dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Nela assistiram
os padres jesuítas, tendo se destacado a atuação de Leonardo
Nunes na doutrinação e apaziguamento dos nativos e colonos, bem
como José de Anchieta e o Padre Manoel da Nóbrega.
Serviu esta
ermida de Matriz até 1639, momento em que deu-se início à edificação
de nova matriz, também de barro, dedicada então a Sant’ana. Foi
a nova Matriz, porém, edificada abaixo do outeiro em terreno onde
estendera-se o povoado (indicação de que o período de insegurança
da conquista propriamente dita, sucedera o de assentamento da povoação
já assegurado um domínio mais pleno da região).
Não se sabe exatamente quando se deu início à construção
da nova Matriz, podendo porém corresponder ao período em que
Itanhaém tornou-se cabeça de Capitania (1642 a 1679). O que é
certo é que a Igreja estava efetivamente em obras no segundo decênio
do século XVIII, momento em que recebe da Fazenda Real, por três
anos, "cem mil réis cada ano, para a obra da capela-mor da
Igreja da Vila de Conceição".
As igrejas matrizes mereciam por parte do rei de Portugal,
como chefe da Igreja Católica no Império Luso, atenção especial,
cabendo-lhe assistir o povo nas suas edificações.A Matriz de
Itanhaém, no terceiro quartel do século XVIII, pouco antes e
durante o governo de Morgado de Mateus, passou por profundas
reformas. A obra, apesar do auxílio metropolitano, é todavia,
realizada com esforço e as possibilidades limitadas da população
que, segundo um documento da época, "a puseram nos termos
que a possibilidade braçal podia chegar". Não se concluíra
ainda a obra, e se encontrava ameaçada de ruir, visto que "todo
madeiramento da capela-mor e o da Torre está podre dos tempos por não
estar coberto e falta dinheiro para pagar pedreiros, e desta sorte,
as paredes padecem ruínas não obstante serem de pedra e cal
(1769)".
Apesar das dificuldades enfrentadas, tudo indica que se
conseguiu concluir a obra pretendida, obtendo então a igreja a
configuração que até hoje possui. Indicações visíveis em suas
paredes laterais e outras verificadas na obra encetada pelo órgão
de preservação, permite-nos supor, nesta época, que a Matriz
sofreu alteamento em todo o corpo do edifício, inclusive do frontão
da fachada, mantendo este porém, a configuração anterior. Antes
de finalizar o século XVIII, todavia a igreja ainda está em obras,
necessitando novamente do concurso do povo, o qual é, em 1799, pelo
reverendo pároco, dividido em "esquadras para consertar-se a
igreja".
Durante o século seguinte, época em que declinam
sobremaneira as atividades econômicas da região, com a descoberta
do ouro na região das Gerais, conhecendo todas as vilas do litoral
sul paulista em profunda decadência, o abandono e a falta de
recursos constituíram fatores constantes de ameaça ao seu patrimônio
público. A Matriz de Itanhaém, junto com a igreja e o Convento
franciscano, não escapam a essa situação geral. Os
"camaristas" de Itanhaém reclamam do esquecimento de que
é vítima a cidade e, vez ou outra, obtém pequenos auxílios que
permitem, como ocorreu nos anos 70 do século passado, realizar
consertos mais urgentes na igreja. Esta situação não se modifica
até os primeiros decênios do século XX.
No ano de 1920 deflagra-se em São Paulo - repercutindo
depois em outros pontos do país - campanha em prol da preservação
de nosso patrimônio histórico. Vários intelectuais e autoridades
dela participam. As igrejas de Itanhaém são objetos de interesse
dessa campanha. Anos mais tarde (1942), já criado o órgão federal
de preservação do patrimônio histórico e artístico (SPHAN), são
elas reconhecidas como monumentos nacionais.
A Matriz de Itanhaém possui nos seus altares exemplares
importantes do remanescente da arte sacra paulista. A integridade
dos altares ficou ameaçada, de um lado, pelo ataque intenso de
cupins que ameaçava sua estabilidade. Por outro lado, sucessivas
iniciativas de conservação comprometeram as talhas, na sua forma e
coloração originais. Foram adotados, em 1992, alguns procedimentos
como: imunização integral dos altares que previna contra novos
ataques, prospeção para avaliação da resistência mecânica dos
suportes e para identificação dos vários tratamentos dados
anteriormente aos altares. Descobriu-se assim, indícios de douração
e policromia.
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IGREJA NOSSA SENHORA DE SION
A Igreja Nossa Senhora de Sion possui grande beleza
arquitetônica. Foi
construída no início do século XX, num aglomerado de pequenas
residências, muitas de religiosos que pertenciam ao Círculo Social
do Ipiranga, ou Arquidiocese de São Paulo.
Localiza-se no bairro do Suarão, que também tem uma
identidade muito estreita com São Cristóvão, com realização de
carreata até a Igreja Matriz de Sant'Anna e retorno no dia dedicado
ao padroeiro dos motoristas.
Nos dias de hoje, a igreja pertence
à paróquia de Nossa Senhora de Sion, desvinculada da Igreja Matriz
de Sant'Anna.
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GRUTA NOSSA SENHORA DE LOURDES
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A Gruta Nossa Senhora de Lourdes foi construída por
pessoas devotas à Santa, em 1970, tornando-se um dos locais
mais procurados para a visitação. No local, todos os dias 11
de cada mês, há a celebração de missa em louvor a Nossa
Senhora de Lourdes. É também um recanto agradável para
meditação, pois ao lado encontra-se a pequena enseada do
costão rochoso da Praia dos Sonhos que popularmente é
denominado Praia da Gruta. O acesso pode ser feito de carro,
com entrada logo após a Praia dos Sonhos, ou à pé pelos
costões da mesma praia.
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CASA DE CÂMARA E CADEIA

A cadeia que ainda hoje existe é um sobrado, a qual foi
construída sobre as ruínas da primitiva em 1829. Por economia, ou
talvez por amor às tradições, aproveitou-se as paredes então
existentes da velha Cadeia - que já tornara-se também Casa da Câmara;
e é por tal motivo que vemos hoje esse edifício, em desalinho
completo com as outras ruas e com o pátio da Matriz de Sant’Anna,
do qual ela ocupava outrora, o centro.
Na direção da antiga rua São Francisco, descendo as
escadas do Convento, encontrava-se a Casa de Câmara. No centro da
rua, entre a Casa da Câmara e a Ladeira, erguia-se o Pelourinho.
Entretanto, esse defeito que tanto tem intrigado os
pesquisadores de nossos dias, a ponto de já se ter pensado
seriamente no "recuo", é ao ver de Benedito Calixto em
seu livro "A Villa de Itanhaém", não um defeito, mas um
efeito do amor que o povo tem a essas coisas antigas. Se não
existisse a tortuosidade da cadeia e da antiga Rua São Francisco,
Benedito Calixto não teria um documento vivo que pudesse confirmar
a existência e posição verdadeira, não só da antiga ermida de
Nossa Senhora da Conceição, como da sua ladeira primitiva, bem
como a igreja de Santa Luzia, destruída já no século XVII,
situava-se onde hoje encontramos a rua João Mariano.
Reformado em 1829 para abrigar a Casa de Câmara e Cadeia,
o prédio possui um andar térreo onde funcionava nessa época a
Cadeia, e no andar superior a Câmara Municipal. Suas paredes (da
primeira construção e reforma) medem 60 centímetros de espessura.
Possui uma parte que, com a reforma, foi agregada na sua parte
frontal. Está em desalinho com o restante do Centro Histórico,
pois a rua à qual tinha dirigida sua parte frontal levava até a
Igreja Santa Luzia (que já em 1614 já não mais existia). Supõe-se
que sua construção date da época em que Itanhaém foi elevada à
categoria de Vila, em 1561, pois só adquiriria tal status se
houvessem no local tais construções. e mais tarde, ganhou o status
de Cabeça de Capitania, pois os prédios obrigatórios que para
isso se desse deveriam ser a Igreja, o Pelourinho e a Cadeia, época
em que a Vila recebe os moradores da Aldeia do Abarebebê, também
muitos moradores da Vila de São Vicente, refugiados dos ataques dos
índios Tamoios, bem como muitos imigrantes, atraídos pela fama da
descoberta de ouro na Capitania de Itanhaém.

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CAMA DE ANCHIETA

A Cama de Anchieta é um ponto turístico dos mais
visitados. Trata-se de uma formação rochosa encravada entre o
costão rochoso da Praia dos Sonhos e o mar. Tem o formato plano com
pequeno aclive na parte esquerda.
Segundo a lenda, o beato José de Anchieta, em suas
peregrinações por Conceição de Itanhaém, costumava descansar e
obter inspiração para as suas anotações, que, naturalmente,
devem ter servido de direção para o poema de Virgem.
O acesso é feito por trilhas entre as rochas.
Observe-se que as pedras são escorregadias e o passeio deverá ser
feito com cuidado.
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MONUMENTO A ANCHIETA

O monumento a Anchieta foi esculpido em 1956 pelo artista
Luiz Morrone. Trata-se de um monumento erigido em homenagem ao
jesuíta pela estreita ligação que teve o mesmo com a cidade
durante os primórdios da colonização.
O monumento já faz parte da cultura popular da cidade,
como a "estátua que anda" (devido às trocas de locais de
instalação do monumento), mas trata-se de uma belíssima obra
esculpida em liga de ferro, e hoje está instalada na Praça Narciso
de Andrade, defronte a Casa de Câmara e Cadeia.
A obra atual substitui uma outra mais antiga,
conforme vemos na primeira foto abaixo. Não se obteve dados da
estátua mais antiga, exceto a foto.
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195(?)
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1956
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1958
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1959
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1959
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1963
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1989
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1999
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MONUMENTO A BENEDICTO CALIXTO

O monumento a Benedicto Calixto está localizado na praça
do mesmo nome. Foi erigido em homenagem ao grande pintor itanhaense
em 1949.
Veja também a biografia
de Calixto
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MONUMENTO DA MAÇONARIA
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O monumento da
maçonaria está localizado na Praça Maçônica, pouco
antes da ponte Sertório Domiciano sobre o rio Itanhaém.
Foi ofertado à cidade pelas lojas maçônicas.
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MONUMENTO "MULHERES DE AREIA"

Esculpido por Serafim Gonzalez, o monumento é um marco das
gravações da novela "Mulheres de Areia", em sua primeira
versão, pela TV Tupi de São Paulo. Instalado na Praia dos
Pescadores, o monumento é visitado por muitas pessoas e tornou-se
parte da paisagem caiçara nesta praia.
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ALAMEDA EMÍDIO DE SOUZA

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A Alameda Emídio de Souza localiza-se logo após a
Ponte Sertório Domiciano sobre o rio Itanhaém, a caminho do
Morro do Sapucaitava. Nesta Alameda funcionam os trapiches
turísticos da Agência de Turismo Rio Branco que realiza
diariamente passeios de barco pelo rio Itanhaém até o
Country Clube e Ilha do Rio Acima. Mas o ponto mais marcante
da Alameda é a pescaria amadora, quando em todos os finais de
tarde encontra-se pescadores aproveitando a beleza do local e
a pesca.
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BAIXIO
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O Baixio, antigo Bairro da Felicidade, até meados da década
de 70 tratava-se de um pequeno reduto de caiçaras, com seu
trapiche construído em pontaletes e tábuas, servindo como
atracadouro para os barcos de pesca artesanal oceânica. No
local, há venda de pescados. Ao lado do trapiche, algumas
marinas instalaram-se às margens do rio, confundindo a
paisagem entre o antigo e moderno, mas os barcos de pesca dos
caiçaras permanecem em seus atracadouros originais.
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PONTE SERTÓRIO DOMICIANO DA SILVA

A Ponte Sertório Domiciano foi a terceira construção
para a travessia do rio Itanhaém, a cerca de 100m da sua foz. A
primeira, por onde passavam trens e veículos foi demolida, para a
construção de uma para a ferrovia e outra para a rodovia, para
acesso ao outro lado da cidade, com uma alça de acesso diretamente
para o bairro Belas Artes, contornando o Morro do Piragüyra. No
extremo da ponte (início) localiza-se a Praça da Maçonaria e logo
após, o 29o. Batalhão da Polícia Militar do Estado de São
Paulo.
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PRAÇA 22 DE ABRIL

A Praça 22 de abril localiza-se na margem esquerda do rio
Itanhaém. Do outro lado da margem está o Morro do Sapucaitava. Na
foto, vemos o monumento do Lions Club e a cruz comemorativa dos 500
Anos da Primeira Missa no Brasil.
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PRAÇA ÂNGELO GUERRA

A Praça Ângelo Guerra localiza-se no Bairro Belas Artes,
sendo sua praça principal. O local passou por recente
urbanização. É dedicada ao político Ângelo Guerra, que viveu em
Itanhaém.
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PRAÇA BENEDICTO CALIXTO

A Praça Benedicto Calixto está localizada próxima
à desembocadura do rio Itanhaém, um dos mais belos e calmos locais
da cidade. A Praça foi recentemente reformada para abrigar artistas
plásticos que expõem suas obras aos domingos à tarde.
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PRAÇA DO TRABALHADOR
A Praça do Trabalhador localiza-se na Vila São Paulo,
reduto de antigos funcionários da FEPASA, de onde originou-se o
nome de Vila Operária. Palco de manifestações do dia Primeiro de
Maio, a praça passou por recente reurbanização, sem perder a
tradição do povo local que a designou para ser a praça
comemorativa do trabalhador itanhaense.

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PRAÇA MÁRIO BERNARDI
A Praça Mário Bernardi localiza-se na Praia dos
Pescadores.

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