Turismo Histórico

CONVENTO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

No início de seu povoamento, em 1532, seus primeiros habitantes edificaram no alto deste monte, uma pequena ermida de "barro" tendo sua padroeira tida como milagrosa e venerada, desde cedo, pelos romeiros que para lá afluíam vindos de vários pontos da Capitania.

O monte onde nascera o povoado, embora um pouco elevado e de pequena dimensão, está de tal sorte situado que nos permite perceber a escolha de um sítio de certo modo privilegiado, pois dele pode-se tanto avistar com facilidade qualquer ameaça vinda por mar, como servir de abrigo a seus moradores para uma razoável defesa deste que era, inicialmente, um dos pontos mais afastados da colonização portuguesa na América.

"Junto à vila de Itanhaém, ergue-se um monte de regular altura, em que está edificado o Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Na época em que se erguia a ermida, talvez tivesse sido ali levantada para receber a imagem de Nossa Senhora. Serviu longos anos de matriz e por isso existia a seu lado uma casa para o vigário, assim continuando até 1639, quando se iniciou a construção do novo templo paroquial, com o título de Sant’ana, para o qual passou desde logo a pia batismal."

A ermida de Conceição sofreu obras em 1639, sem podermos especificar em que consistiam, e no dia 16 de janeiro desse ano chegou a Santos o Custódio dos Franciscanos para encaminhar a fundação do Convento, sendo procurado pelos habitantes de Itanhaém. Nessa época, a paróquia já funcionava na parte de baixo da cidade. A fundação foi confirmada por Alvará de 23 de fevereiro de 1654. Nas visitas que Frei Miguel fazia aos Conventos do Sul da Província, tomou a decisão de empreender uma nova construção. O cimo do morro não é muito. Faz-se nele a igreja com o frontispício para nordeste. Colocaram-se na igreja três altares, todos eles de talha. Um dos altares laterais é de São Francisco, cuja imagem de barro queimado tem a cabeça desproporcionadamente grande e outro tem a imagem de Santo Antônio, da mesma matéria e de sofrível execução. Os retábulos dos alteares laterais, outrora dourados, estão hoje sobrepintados. Como especialidade, pois não há em nenhuma outra igreja antiga, franciscana, nota-se o frontispício do acro cruzeiro, todo forrado com azulejos e com a imagem da Conceição no centro. A qualidade dos azulejos, com seus arabescos pintados à-mão, demonstra bem sua antigüidade.

A pequena casa, feita de barro, construída ou apenas adaptada, com quatro ou cinco celas, conservou-se sem modificação durante 45 anos. O Convento foi construído não quadrangular, mas com dois lances apenas e isto por causa da rampa de acesso. O principal lanço acompanha a igreja e a sacristia, lado da Epístola, em toda a sua extensão; tem portanto, 34 metros de comprimento. O seu pavimento térreo, que é apenas uma varanda, fica todo abaixo do nível do piso da igreja, na encosta do morro. A parede de fora descansa sobre sete arcos com singelos capitéis, correspondendo tudo a uma quadra dos claustros nos outros Conventos. Os dois pavimentos superiores, dos quais o de baixo está ao nível do piso da igreja divididos em celas, eram os dormitórios principais.

Ao lado direito do lanço descrito, fazendo face com a frente da igreja, fica anexo outro edifício com pavimento térreo e um só superior. Este está ao nível do piso do primeiro andar do lanço principal, com o qual comunica por meio de um arco. Aquele corresponde à varanda do lanço principal e nele estava instalado o refeitório e cozinha. Em cima havia celas e sala e existem vestígios de um oratório na parede. O seu pavimento térreo, em parte cavado dentro do morro, está ao nível dos outros e nele funcionava o capítulo conventual. O primeiro andar, que de fora parece o térreo, é acessível do adro da igreja: era a portaria. No segundo andar havia uma sala, talvez biblioteca.

Com a extinção da Capitania de Itanhaém, que passou de novo para a Capitania de São Vicente, e com o êxodo da maior parte dos seus habitantes para o interior, atraídos pela fama das descobertas de minas de ouro e de pedras preciosas, os frades existentes também sentiram a decadência, escassez da renda do Convento, que os levou a irem, por sua vez, saindo para outros lugares onde pudessem ser melhor amparados.

 O esforço da construção da igreja e convento pela Ordem dos Franciscanos em Itanhaém, não correspondia, todavia, à situação vivida por seus habitantes, decadente e empobrecida, sustentada por atividades meramente de subsistência. O que levou a alguns que a considerassem, já naquela época, obra "mal empregada em tal terra". Tal situação só tende a agravar-se dessa época em diante. Além da pobreza da terra, não tinham os frades, terras além do monte e parte dos terrenos adjacentes. Em conseqüência, o convento sempre manteve ali reduzido número de religiosos.

Dada a situação silenciosa e solitária do Convento, julgou-se, em 1729, que era ele apropriado para ser casa de noviciado e, como tal, chegou a funcionar por dezesseis anos. O número total de noviços desde 1729 a 1744, foi de 10 clérigos todos brasileiros e de um Irmão Leigo português. Determinou o Definitório da Ordem, no Rio de Janeiro, que a partir de então, somente o convento de Macau, no Rio de Janeiro, receberia noviços, visto que não convinha sobrecarregar uma casa que sempre vivia em muito modestas condições.

A situação do Convento de Itanhaém se agrava ainda mais desde as últimas décadas do século XVIII, como de resto para todas as demais ordens religiosas estabelecidas no Brasil. São inúmeras as queixas e relatos de perseguições submetidas todas as "Religiões" na época de Pombal. Segue-se-lhes, após a Independência, um período ainda mais difícil, com a decisão do Império de proibir a formação de novos religiosos e impedir o ingresso do estrangeiro. As ordens religiosas apenas, e muito precariamente, sobrevivem. A Província Franciscana, no dizer de Frei Basílio Rower, agoniza e morre. A restauração só viria a ocorrer com a República, em 1901. Em 1832, tem-se notícias das dificuldades enfrentadas pela população para conservação do Convento, tendo um guardião para administrar os serviços internos e externos da comunidade que mantinha exclusivamente de esmolas arrecadadas, mensalmente, do povo em geral que constituía não só em dinheiro como de gêneros alimentícios, até gado bovino e escravos eram dados ao Convento.

Em 22 de março de 1833, um incêndio destruiu grande parte do Convento. Um frei solitário, frei Santa Perpétua, que além das obrigações sacerdotais, exercia o cargo de professor particular ( não havia escola pública nessa época), lecionando do meio dia em diante, tanto a menores como a adultos, percebendo uma gratificação mensal pago pelos pais dos alunos. Isto porém, não podia satisfazer a vida atribulada do frade que, idoso e doentio, julgava-se desprezado ou esquecido pelos seus superiores, e portanto, condenado a morrer naquele soturno Mosteiro, antes cheio de vida. Costumava o frade, nos sábados, depois da aula, mandar os alunos adultos das seis às sete horas da noite, afugentar os morcegos e suindaras que infestavam a sala do trono e a capela-mor, utilizando eles de varas, talos verdes e folhas de bananeira e ramos. Seguindo os costumes, o frade mandou os alunos procederem a faxina, dando caça aos morcegos, porém, desta vez usou propositadamente ou não, de outro imprudente processo: durante a aula, ele havia mandado, pelos escravos, fazer diversos "archotes" com folhas secas de bananeiras, amarradas nas varas e assim acesos, os alunos, inconscientemente, atalavam os lugares escuros, desde a sala do trono até a capela-mor, onde se ocultavam os intrusos animais. É preciso notar que o madeirame empregado nas construções dos forros, trono e assoalhos, há mais de um século se achavam ressecadas e carcomidas pelo cupim, com frestas, podridões e outras falhas onde o fogo dos archotes ou tochas, encontrassem combustíveis para propagar-se. Depois de terminada a "caçada", os escravos procederam a limpeza habitual, porém não a fizeram com a exigida atenção, nos pontos referidos e isso, com a imprudência do autor, foi a origem da catástrofe que destruiu o primeiro templo construído no Brasil sob a invocação da Virgem da Conceição. Eram pouco mais de dez horas da noite, já tinha batido o sino da Matriz o toque de silêncio, quando as pessoas foram surpreendidas com o fogo no alto do morro. Assim, transportaram para a Igreja Matriz de Sant’ana os paramentos, imagens, etc.

Durante esse tempo, entre as críticas feitas pela população aos franciscanos, encontra-se a de "que parecem empenhados à porfia para sua aniquilação, um vendendo os melhores utensílios, outros consumindo as ricas jóias que serviam de ornatos à Imagem de Nossa Senhora da Conceição, nenhum cuidado dos reparos do edifício, e todos não fazendo residência". Assim, é pedido o confisco dos bens, inclusive do edifício, temendo-se que grande parte dos bens tenham sido escondidos por Frei João de S.Aleixo. Seguem-se-lhes outros religiosos até o ano de 1844, todos com recomendações de reconstruir o Convento, porém nada conseguiram realizar.

A partir de então, configura-se, em definitivo, o seu abandono. Diz um documento datado de 1 de abril de 1855 que o conjunto das edificações franciscanas "no estado atual nada serve, salvo o corpo da Igreja, que sendo obra ainda nova, mas bastante arruinada, serve como de Cemitério à pobreza do Município". Embora assim se dando, os enterramentos no Corpo da Igreja não se confundiam com outros mais antigos, de religiosos franciscanos.

O estado de abandono parece ter perdurado até cerca de 1865, quando consta que edifícios retornaram às mãos da Irmandade Nossa Senhora da Conceição, recém constituída (1860), tendo então com a ajuda do povo e contribuições que vieram de São Paulo, restaurado a igreja (mas somente a igreja) e recolocado as imagens, que haviam sido transladadas para a Matriz de Sant’ana, nos seus respectivos altares, obras essas que teriam motivado a retomada de entendimentos entre vigário e Irmandade com os franciscanos, no sentido de restituir-lhes o Convento, caso voltasse.

Tendo ou não sido, nessa ocasião, restituída à Ordem Franciscana, o certo é que foi com o seu consentimento que o Arcebispo de São Paulo recebeu a posse do Convento em 1916.Em 1921, Washington Luís, amante da história do Brasil e Presidente do Estado de São Paulo, resolveu proceder uma restauração parcial, renovando o madeiramento do telhado e o assoalho.Com a criação da Diocese de Santos, passa o Convento para essa jurisdição. Exatamente nesta ocasião, ou talvez em momento pouco anterior a esta intervenção, Mário de Andrade realiza uma viagem a Itanhaém e irrita-se ao deparar a cidade com muitos banhistas em gozo de férias.

No tempo do Superior Frei Venâncio foram achadas diversas imagens pertencentes ao Convento. Soube-se que um dos vigários tinha enterrado há muito tempo diversas imagens do Convento, logo atrás da Igreja Matriz de Sant’Anna. A busca teve êxito e quatro dessas imagens ainda são conservadas no Convento. Já em 1948 grande parte do telhado e do forro ruiu por um raio, destruindo completamente a torre.

O monumento histórico, a partir de 1952, foi objeto de restauração, executada então pelo órgão de preservação federal, tendo-se porém optado por conservar parte dos edifícios conventuais arruinados, exatamente aquela que Frei Rodrigo dos Anjos tentou realizar em 1733.

Existiam (como existem ainda hoje), dificuldades muito sérias a vencer no sentido de se chegar a uma definição quanto à reconstituição dessas ruínas, já tornadas - elas próprias - históricas. A partir do fado do monumento ter sido parcialmente incendiado e ficado abandonado por longo período, e de certo modo submetido a dilapidações, tenham sido elas ou não autorizadas ou provenientes de novos arruinamentos do acaso, também sofreu possivelmente duas intervenções (1865 e 1921), das quais somente a última tem-se como certa.

As obras de restauração iniciadas em 1952, previam também a reconstituição da ala conventual (ruínas da residência), incendiada no início do século XIX, conforme pode-se verificar dos estudos então efetuados. Dessa época até os dias de hoje, exigiu de tempos a tempos, obras de conservação.

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IGREJA MATRIZ DE SANT'ANNA

No início do povoamento em Conceição de Itanhaém, 1532, seus habitantes edificaram no alto do morro de Itaguaçu, onde está hoje o Convento, uma pequena ermida de "barro" (como se referiam na época das edificações construídas à base de taipa de pilão), dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Nela assistiram os padres jesuítas, tendo se destacado a atuação de Leonardo Nunes na doutrinação e apaziguamento dos nativos e colonos, bem como José de Anchieta e o Padre Manoel da Nóbrega. Serviu esta ermida de Matriz até 1639, momento em que deu-se início à edificação de nova matriz, também de barro, dedicada então a Sant’ana. Foi a nova Matriz, porém, edificada abaixo do outeiro em terreno onde estendera-se o povoado (indicação de que o período de insegurança da conquista propriamente dita, sucedera o de assentamento da povoação já assegurado um domínio mais pleno da região).

Não se sabe exatamente quando se deu início à construção da nova Matriz, podendo porém corresponder ao período em que Itanhaém tornou-se cabeça de Capitania (1642 a 1679). O que é certo é que a Igreja estava efetivamente em obras no segundo decênio do século XVIII, momento em que recebe da Fazenda Real, por três anos, "cem mil réis cada ano, para a obra da capela-mor da Igreja da Vila de Conceição".

As igrejas matrizes mereciam por parte do rei de Portugal, como chefe da Igreja Católica no Império Luso, atenção especial, cabendo-lhe assistir o povo nas suas edificações.A Matriz de Itanhaém, no terceiro quartel do século XVIII, pouco antes e durante o governo de Morgado de Mateus, passou por profundas reformas. A obra, apesar do auxílio metropolitano, é todavia, realizada com esforço e as possibilidades limitadas da população que, segundo um documento da época, "a puseram nos termos que a possibilidade braçal podia chegar". Não se concluíra ainda a obra, e se encontrava ameaçada de ruir, visto que "todo madeiramento da capela-mor e o da Torre está podre dos tempos por não estar coberto e falta dinheiro para pagar pedreiros, e desta sorte, as paredes padecem ruínas não obstante serem de pedra e cal (1769)".

Apesar das dificuldades enfrentadas, tudo indica que se conseguiu concluir a obra pretendida, obtendo então a igreja a configuração que até hoje possui. Indicações visíveis em suas paredes laterais e outras verificadas na obra encetada pelo órgão de preservação, permite-nos supor, nesta época, que a Matriz sofreu alteamento em todo o corpo do edifício, inclusive do frontão da fachada, mantendo este porém, a configuração anterior. Antes de finalizar o século XVIII, todavia a igreja ainda está em obras, necessitando novamente do concurso do povo, o qual é, em 1799, pelo reverendo pároco, dividido em "esquadras para consertar-se a igreja".

Durante o século seguinte, época em que declinam sobremaneira as atividades econômicas da região, com a descoberta do ouro na região das Gerais, conhecendo todas as vilas do litoral sul paulista em profunda decadência, o abandono e a falta de recursos constituíram fatores constantes de ameaça ao seu patrimônio público. A Matriz de Itanhaém, junto com a igreja e o Convento franciscano, não escapam a essa situação geral. Os "camaristas" de Itanhaém reclamam do esquecimento de que é vítima a cidade e, vez ou outra, obtém pequenos auxílios que permitem, como ocorreu nos anos 70 do século passado, realizar consertos mais urgentes na igreja. Esta situação não se modifica até os primeiros decênios do século XX.

No ano de 1920 deflagra-se em São Paulo - repercutindo depois em outros pontos do país - campanha em prol da preservação de nosso patrimônio histórico. Vários intelectuais e autoridades dela participam. As igrejas de Itanhaém são objetos de interesse dessa campanha. Anos mais tarde (1942), já criado o órgão federal de preservação do patrimônio histórico e artístico (SPHAN), são elas reconhecidas como monumentos nacionais.

A Matriz de Itanhaém possui nos seus altares exemplares importantes do remanescente da arte sacra paulista. A integridade dos altares ficou ameaçada, de um lado, pelo ataque intenso de cupins que ameaçava sua estabilidade. Por outro lado, sucessivas iniciativas de conservação comprometeram as talhas, na sua forma e coloração originais. Foram adotados, em 1992, alguns procedimentos como: imunização integral dos altares que previna contra novos ataques, prospeção para avaliação da resistência mecânica dos suportes e para identificação dos vários tratamentos dados anteriormente aos altares. Descobriu-se assim, indícios de douração e policromia.

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IGREJA NOSSA SENHORA DE SION

 

A Igreja Nossa Senhora de Sion possui grande beleza arquitetônica. Foi construída no início do século XX, num aglomerado de pequenas residências, muitas de religiosos que pertenciam ao Círculo Social do Ipiranga, ou Arquidiocese de São Paulo.

Localiza-se no bairro do Suarão, que também tem uma identidade muito estreita com São Cristóvão, com realização de carreata até a Igreja Matriz de Sant'Anna e retorno no dia dedicado ao padroeiro dos motoristas.

   Nos dias de hoje, a igreja pertence à paróquia de Nossa Senhora de Sion, desvinculada da Igreja Matriz de Sant'Anna.

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GRUTA NOSSA SENHORA DE LOURDES

A Gruta Nossa Senhora de Lourdes foi construída por pessoas devotas à Santa, em 1970, tornando-se um dos locais mais procurados para a visitação. No local, todos os dias 11 de cada mês, há a celebração de missa em louvor a Nossa Senhora de Lourdes. É também um recanto agradável para meditação, pois ao lado encontra-se a pequena enseada do costão rochoso da Praia dos Sonhos que popularmente é denominado Praia da Gruta. O acesso pode ser feito de carro, com entrada logo após a Praia dos Sonhos, ou à pé pelos costões da mesma praia.

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CASA DE CÂMARA E CADEIA

A cadeia que ainda hoje existe é um sobrado, a qual foi construída sobre as ruínas da primitiva em 1829. Por economia, ou talvez por amor às tradições, aproveitou-se as paredes então existentes da velha Cadeia - que já tornara-se também Casa da Câmara; e é por tal motivo que vemos hoje esse edifício, em desalinho completo com as outras ruas e com o pátio da Matriz de Sant’Anna, do qual ela ocupava outrora, o centro.

Na direção da antiga rua São Francisco, descendo as escadas do Convento, encontrava-se a Casa de Câmara. No centro da rua, entre a Casa da Câmara e a Ladeira, erguia-se o Pelourinho.

Entretanto, esse defeito que tanto tem intrigado os pesquisadores de nossos dias, a ponto de já se ter pensado seriamente no "recuo", é ao ver de Benedito Calixto em seu livro "A Villa de Itanhaém", não um defeito, mas um efeito do amor que o povo tem a essas coisas antigas. Se não existisse a tortuosidade da cadeia e da antiga Rua São Francisco, Benedito Calixto não teria um documento vivo que pudesse confirmar a existência e posição verdadeira, não só da antiga ermida de Nossa Senhora da Conceição, como da sua ladeira primitiva, bem como a igreja de Santa Luzia, destruída já no século XVII, situava-se onde hoje encontramos a rua João Mariano.

Reformado em 1829 para abrigar a Casa de Câmara e Cadeia, o prédio possui um andar térreo onde funcionava nessa época a Cadeia, e no andar superior a Câmara Municipal. Suas paredes (da primeira construção e reforma) medem 60 centímetros de espessura. Possui uma parte que, com a reforma, foi agregada na sua parte frontal. Está em desalinho com o restante do Centro Histórico, pois a rua à qual tinha dirigida sua parte frontal levava até a Igreja Santa Luzia (que já em 1614 já não mais existia). Supõe-se que sua construção date da época em que Itanhaém foi elevada à categoria de Vila, em 1561, pois só adquiriria tal status se houvessem no local tais construções. e mais tarde, ganhou o status de Cabeça de Capitania, pois os prédios obrigatórios que para isso se desse deveriam ser a Igreja, o Pelourinho e a Cadeia, época em que a Vila recebe os moradores da Aldeia do Abarebebê, também muitos moradores da Vila de São Vicente, refugiados dos ataques dos índios Tamoios, bem como muitos imigrantes, atraídos pela fama da descoberta de ouro na Capitania de Itanhaém.

 

Casa de Câmara e Cadeia

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CAMA DE ANCHIETA

Cama de Anchieta

A Cama de Anchieta é um ponto turístico dos mais visitados. Trata-se de uma formação rochosa encravada entre o costão rochoso da Praia dos Sonhos e o mar. Tem o formato plano com pequeno aclive na parte esquerda.

Segundo a lenda, o beato José de Anchieta, em suas peregrinações por Conceição de Itanhaém, costumava descansar e obter inspiração para as suas anotações, que, naturalmente, devem ter servido de direção para o poema de Virgem.

O acesso é feito por  trilhas entre as rochas. Observe-se que as pedras são escorregadias e o passeio deverá ser feito com cuidado.

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MONUMENTO A ANCHIETA

O monumento a Anchieta foi esculpido em 1956 pelo artista Luiz Morrone. Trata-se de um monumento erigido em homenagem ao jesuíta pela estreita ligação que teve o mesmo com a cidade durante os primórdios da colonização.

O monumento já faz parte da cultura popular da cidade, como a "estátua que anda" (devido às trocas de locais de instalação do monumento), mas trata-se de uma belíssima obra esculpida em liga de ferro, e hoje está instalada na Praça Narciso de Andrade, defronte a Casa de Câmara e Cadeia.

A obra  atual substitui uma outra mais antiga, conforme vemos na primeira foto abaixo. Não se obteve dados da estátua mais antiga, exceto a foto.

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195(?)

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1956

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1989


1999

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MONUMENTO A BENEDICTO CALIXTO

O monumento a Benedicto Calixto está localizado na praça do mesmo nome. Foi erigido em homenagem ao grande pintor itanhaense em 1949.

Veja também a biografia de Calixto

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MONUMENTO DA MAÇONARIA

O monumento da maçonaria está localizado na Praça Maçônica, pouco antes da ponte Sertório Domiciano sobre o rio Itanhaém. Foi ofertado à cidade pelas lojas maçônicas.

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MONUMENTO "MULHERES DE AREIA"

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Esculpido por Serafim Gonzalez, o monumento é um marco das gravações da novela "Mulheres de Areia", em sua primeira versão, pela TV Tupi de São Paulo. Instalado na Praia dos Pescadores, o monumento é visitado por muitas pessoas e tornou-se parte da paisagem caiçara nesta praia.

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ALAMEDA EMÍDIO DE SOUZA

A Alameda Emídio de Souza localiza-se logo após a Ponte Sertório Domiciano sobre o rio Itanhaém, a caminho do Morro do Sapucaitava. Nesta Alameda funcionam os trapiches turísticos da Agência de Turismo Rio Branco que realiza diariamente passeios de barco pelo rio Itanhaém até o Country Clube e Ilha do Rio Acima. Mas o ponto mais marcante da Alameda é a pescaria amadora, quando em todos os finais de tarde encontra-se pescadores aproveitando a beleza do local e a pesca.

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BAIXIO


O Baixio, antigo Bairro da Felicidade, até meados da década de 70 tratava-se de um pequeno reduto de caiçaras, com seu trapiche construído em pontaletes e tábuas, servindo como atracadouro para os barcos de pesca artesanal oceânica. No local, há venda de pescados. Ao lado do trapiche, algumas marinas instalaram-se às margens do rio, confundindo a paisagem entre o antigo e moderno, mas os barcos de pesca dos caiçaras permanecem em seus atracadouros originais.
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PONTE SERTÓRIO DOMICIANO DA SILVA

Ponte

A Ponte Sertório Domiciano foi a terceira construção para a travessia do rio Itanhaém, a cerca de 100m da sua foz. A primeira, por onde passavam trens e veículos foi demolida, para a construção de uma para a ferrovia e outra para a rodovia, para acesso ao outro lado da cidade, com uma alça de acesso diretamente para o bairro Belas Artes, contornando o Morro do Piragüyra. No extremo da ponte (início) localiza-se a Praça da Maçonaria e logo após, o 29o. Batalhão da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 

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PRAÇA 22 DE ABRIL

Praça 22 de Abril

A Praça 22 de abril localiza-se na margem esquerda do rio Itanhaém. Do outro lado da margem está o Morro do Sapucaitava. Na foto, vemos o monumento do Lions Club e a cruz comemorativa dos 500 Anos da Primeira Missa no Brasil.

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PRAÇA ÂNGELO GUERRA

Praça Angelo Guerra

A Praça Ângelo Guerra localiza-se no Bairro Belas Artes, sendo sua praça principal. O local passou por recente urbanização. É dedicada ao político Ângelo Guerra, que viveu em Itanhaém.

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PRAÇA BENEDICTO CALIXTO

Praça Benedicto Calixto

A Praça Benedicto Calixto  está localizada próxima à desembocadura do rio Itanhaém, um dos mais belos e calmos locais da cidade. A Praça foi recentemente reformada para abrigar artistas plásticos que expõem suas obras aos domingos à tarde.

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PRAÇA DO TRABALHADOR

A Praça do Trabalhador localiza-se na Vila São Paulo, reduto de antigos funcionários da FEPASA, de onde originou-se o nome de Vila Operária. Palco de manifestações do dia Primeiro de Maio, a praça passou por recente reurbanização, sem perder a tradição do povo local que a designou para ser a praça comemorativa do trabalhador itanhaense.

Praça do Trabalhador

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PRAÇA MÁRIO BERNARDI

A Praça Mário Bernardi localiza-se na Praia dos Pescadores.

 Praça