| ILHAS
E PARCÉIS
ILHA QUEIMADA GRANDE
Distância da costa: 35km
Profundidade média: 14m
Tipo de fundo: Pedras e areia a partir de 14m e destroços metálicos
de navio
Temperatura média (superfície) de 18º a 28º C
Visibilidade: até 20m
Melhor época para mergulho: de novembro a julho
Ventos predominantes: Este/Sudeste

Está
localizada a 35km da costa continental de Itanhaém, nas coordenadas
24O 29"e 45’ e 046O 40"e 30’,
visível a 33N.M. (61km), Rumo Magnético 180O em 1997,
tendo as dimensões de 1500 x 500m2 . A placa que existia
na Ilha Queimada Grande alertando para as cobras venenosas,
desapareceu. Foi arrancada pelo tempo. Mas para os pescadores da
região o aviso era desnecessário. Todos sabem que a ilha não é
um lugar receptivo e jamais desembarcam lá. São esses homens do
mar os responsáveis pelo nome da ilha. Cientes do risco que corriam
ao desembarcar em terra firme, eles ateavam fogo na mata costeira
para afugentar as serpentes. A técnica deu origem à denominação
Queimada Grande, mas foi incapaz de ameaçar o reinado da
Jararaca-Ilhoa.
O
desembarque na Ilha Queimada Grande é extremamente difícil mesmo
nos dias de maré calma. Não há extensão de praia devido à pouca
presença de areia ao redor da ilha. Possui duas elevações: a
primeira mais plana onde se localiza um pequeno farol e a segunda
constituída por uma elevação de 206 metros. Não há praias nem
enseadas que possam facilitar o desembarque, que é feito nas
plataformas rochosas, de grande quantidade de limo, o que torna
ainda mais difícil. Tem uma superfície de 430.000 m2,
com uma topografia irregular. Sua vegetação é composta por árvores
altas, formando maciço bosque. Em seus rochedos formam-se grutas.
Jamais uma reserva de Mata Atlântica teve protetores tão temidos
quanto a Ilha Queimada Grande, que dista 36 km. da costa continental
de Itanhaém. Lá não existe posto da Polícia Florestal, nem um
plantão permanente de bravos ecologistas. Mas poucos se atreveriam
a disputar o território com as 15 000 cobras - no mínimo - que
povoam a ilha, quase todas serpentes da espécie Bothrops
insularis, mais conhecida como jararacas ilhoas. São parentes
das jararacas continentais, só que donas de um veneno de 12 a 20
vezes mais forte. A ilha é um paraíso com excesso de serpentes.
O
desenvolvimento dessa espécie se deu por causa do isolamento geográfico
a que foi submetida desde a época da glaciação da Terra, há uns
10 000 anos. Quando as águas do degelo cobriram grandes extensões
de terra, formaram-se várias ilhas, como essa. A maioria dos
animais migrou para o continente. Os demais, impossibilitados de
nadar, ficaram confinados, sobreviveram apenas aqueles que puderam
se adaptar às condições da ilha.
Presa
numa ilha rochosa onde o alimento se resume a aves, a jararaca
passou a subir em árvores, o que não é natural para as espécies
do continente. Seu veneno tornou-se mais potente para garantir a
morte imediata da presa que, se demorasse para morrer, poderia
acabar no mar. A cor da pele da cobra tornou-se menos vistosa: ocre
uniforme, que varia até um marrom claro, chamando pouca atenção.
Povoadas
de uma infinidade de animais marinhos (barracudas, peixes-frade,
peixes-voadores, arraias, tartarugas),as águas do entorno
da Ilha têm ótima visibilidade e uma atração extra: o naufrágio
do Tocantins, um cargueiro de 110 metros de comprimento que se
encontra quase na vertical. Há também o navio mercante Rio Negro,
já aos destroços, um pouco afastado do local onde se encontra o
Tocantins.
Mas
a ousadia dos mergulhadores geralmente termina na água. A ilha é
tombada pelo Condephaat desde 1985 e as visitas dependem de uma
autorização da Marinha. Os faroleiros habitaram a ilha até 1925,
banidos que foram pelas serpentes. Atualmente, o farol exige
reabastecimento periódico e é realizado pela Marinha, quando
muitas vezes colocam fogo no capinzal ao longo do caminho de acesso
do desembarque ao farol, para espantar as jararacas.
Três
parcéis estão localizados ao redor da Ilha Queimada Grande: Parcel
do João Ilhéu (Sul), Parcel do sudeste (Sudeste) e Saco das
Bananas (Sudoeste) O Parcel Saco das Bananas talvez não seja o
local mais atraente, mas é um ponto seguro com águas normalmente
tranqüilas, com profundidade de 14m., proporcionando mergulhos sem
muito esforço.
Não
é à toa que ninguém mais mora lá desde 1918, quando a marinha
automatizou o farol da ilha. Até então, apesar da inexistência de
água potável (os animais bebem apenas a água da chuva), havia
sempre um faroleiro com sua família na Queimada Grande. Mas os
sucessivos relatos de acidentes fatais com cobras inviabilizaram o
farol manual e chamaram a atenção dos biólogos do Instituto
Butantã, que intensificaram as viagens à ilha a partir de 1984,
tendo a primeira pesquisa científica neste viveiro natural para o
estudo desse estranho fenômeno biológico, se deu em 1914, mas
somente em 1920 foi possível um estudo mais detalhado da espécie
por Afrânio do Amaral, do Instituto Butantã.
Os
faroleiros habitaram a ilha até 1925, banidos que foram pelas
serpentes, que ocasionaram muitas mortes, sendo local com temível
acesso. Atualmente, o farol exige reabastecimento periódico e é
realizado pela Marinha, quando muitas vezes colocam fogo no capinzal
ao longo do caminho de acesso do desembarque ao farol, para espantar
as jararacas.
ILHA QUEIMADA PEQUENA E LAJE DA NOITE ESCURA
Distância da Costa: 22km
Profundidade média ao redor: 11m.
Rumo Magnético:195O(1997)
Coordenadas:24O 22" 30’ e 046O
49" 0’
Possui
formações rochosas cortadas ao meio por um canal de cerca de dez
metros de largura por vinte metros de profundidade. Encontra-se
grande variedade de peixes, muito coloridos.
A
Ilha Queimada Pequena é a ilha marítima mais próxima da costa
litorânea em Itanhaém. Trata-se de uma ilha de pequeno porte,
distante da costa continental 22km, onde pode-se visitar a nível de
visitação e mergulhos de apreciação. Pode ser alcançada de
barco comum tendo em média um tempo de uma hora e quarenta minutos
de lanchas.
Pode
ser alcançada de barco comum tendo em média um tempo de uma hora e
quarenta minutos de lanchas. Trata-se de formações rochosas
cortadas ao meio por um canal de cerca de vinte metros. Encontra-se
grande variedade de peixes, muito coloridos. Durante o trajeto de
acesso à ilha, golfinhos e peixes-voadores oferecem espetáculo à
parte.

O
platô que a compõe é formado unicamente por rochas, em uma parte,
a menor, que é plana e a outra parte, a maior, íngreme e com
vegetação natural que nasce entre os rochedos, típicas, da família
dos ananás, babosa, etc. Do lado do rochedo íngreme, ao nascente,
encontram-se grande quantidade de gaivotas que ali vivem e chocam
seus ovos. O cume desta parte da ilha é totalmente encoberto por
vegetação, sendo impossível o acesso pelo nascente.
No
platô plano, cujo nome é Laje da Noite Escura, não há quaisquer
tipos de vegetações ou coberturas. É a parte em que mais se
encontra ouriços do mar, oferecendo grande perigo para quem ali
acessa. Na parte do nascente encontra-se grande quantidade de
mariscos de ótimo tamanho, que crescem muito devido à dificuldade
de acesso de predadores ou "catadores" de mariscos.
Durante
o trajeto de acesso à ilha, golfinhos e peixes-voadores oferecem
espetáculo à parte.O platô que a compõe é formado unicamente
por rochas, em uma parte, a menor, que é plana chamada da Laje da
Noite Escura e a outra parte, a maior, que é a própria Ilha
Queimada Pequena, íngreme e com vegetação natural que nasce entre
os rochedos.
LAJE DA CONCEIÇÃO
Está
localizada nas coordenadas 24O 18"e 00’
e 046O 40" 00’W, distante da
costa continental itanhaense a 18km, com Rumo Magnético a 135O
.
Pequena
ilha de formação rochosa, possui farol de balizamento marítimo e
seu acesso está condicionado à permissão da Marinha. As águas ao
redor são limpas e de ótima visibilidade. Trata-se de uma laje,
sem a presença de vegetação. Devido à depredações do sistema
de balizamento marítimo, foi proibido o desembarque no local.
ILHA DAS CABRAS ("GIVURA")
A Ilha das Cabras ( ou Givurá ) é um prolongamento
continental entre as praias dos Pescadores e dos Sonhos. O acesso
está condicionado aos dias de marés baixas, normalmente não
é possível sem um bom reconhecimento do local, devido ao canal que
a separa do continente.

OS PARCÉIS
PARCEL DA CONCEIÇÃO
Situado a
8-9km da costa, submerso a 12-18m, o parcel forma um conjunto de
pedras e corais excelente para mergulho de apreciação, onde a
flora marinha é mais abundante devido aos esconderijos que a formação
proporciona. São duas formações distantes a uma média de 200-300
metros
PARCEL SACO DAS BANANAS
O Saco das
Bananas talvez não seja o local mais atraente para o mergulho, mas
trata-se do mais seguro, com águas normalmente tranqüilas. Tem uma
profundidade média de 14m, o que proporciona mergulhos sem muito
esforço. Neste parcel está localizado o navio naufragado
Tocantins.
PARCEL DO JOÃO ILHÉU
Situado ao
lado da Ilha Queimada Grande, próximo ao local onde está
localizado o navio naufragado Tocantins, que permanece em posição
quase que vertical. Excelente para mergulho e a presença do navio o
torna ainda mais interessante.
PARCEL DO SUDESTE
Localizado
a Sudeste da Ilha Queimada Grande, com visibilidade média de 25m,
tendo um prolongamento para o sul da ilha até as proximidades do
Parcel do João Ilhéu.
PARCEL DOS REIS
Situado
entre a Ilha Queimada Grande e a Laje Pedro II, a uma profundidade
de 15-18 metros.
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